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11/02/2015 | 05:53 | Praia Notícias | Polícia

Polícia Civil busca suspeito de matar duas mulheres no Centro de Florianópolis

Investigação aponta até agora que autor do crime seria conhecido da família

Georgete Coutinho (à esquerda) e a mãe Maria Madalena Coutinho foram mortas a facadas (Foto: Reprodução / Facebook)


A Polícia Civil pretende pedir nesta quarta-feira a prisão preventiva do suspeito pelo latrocínio contra mãe e filha no Centro de Florianópolis, na tarde de segunda. A investigação já tem características do autor do crime e até agora aponta que ele seria um conhecido da família. A identidade e outros detalhes sobre o possível assassino não foram divulgados para não atrapalhar as apurações.


A delegada Ana Claudia Ramos Pires, da Delegacia de Repressão a Roubos (DRR), conta com a conclusão por parte do Instituto Geral de Perícias (IGP) dos laudos cadavérico e do local do crime, como forma de embasar a linha de investigação adotada após o relato de testemunhas. Imagens de câmeras de vigilância de estabelecimentos próximos à residência das vítimas também estão sendo analisadas, já que há informações que o criminoso teria sido flagrado em alguma gravação. 


Conforme a delegada Ana Claudia, se os documentos do IGP não ficarem prontos até quarta, ela deve pedir a prisão temporária — que tem duração menor do que a preventiva. A ideia é que, mesmo que a detenção cautelar ocorra por poucos dias, o suspeito seja preso ainda em caráter de flagrante e a polícia tenha tempo de comprovar a autoria das mortes. 


— O flagrante permanece desde que as buscas continuem e é isso que estamos fazendo. Nossa equipe está na rua desde segunda-feira e a Polícia Militar também está auxiliando — destaca a delegada.


Confiança das vítimas


Apesar de não dar detalhes da investigação, a delegada adianta que o fato do portão não ter sido arrombado demonstra que o assalto teve algumas peculiaridades: 


— O que demonstra o portão aberto é que provavelmente foi alguém que a família tinha confiança para abrir. Não podemos descartar nenhuma hipótese, até porque não restou nenhuma vítima viva para relatar o crime.


Pelo menos mais duas testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias, sendo uma delas a irmã e filha das vítimas, Gicela Coutinho. Maria Madalena Coutinho, de 77 anos, e sua filha mais velha, Georgete Coutinho, de 49 anos, foram sepultadas nesta terça-feira à tarde no Cemitério do Itacorubi, em Florianópolis.

Fonte: Diário Catarinense

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