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02/09/2020 | 11:24 | Educação

Aulas presenciais serão suspensas se região entrar em bandeira vermelha, garante Eduardo Leite

Para estes casos, não vale a gestão compartilhada, em que os municípios podem adotar regras da bandeira anterior

Divulgação


Anunciada nesta terça-feira (1º), a retomada das aulas presenciais no Rio Grande do Sul ainda não é consenso entre professores, funcionários e pais de alunos. Para isso, o governo do Estado estabeleceu um cronograma que começa pela Educação Infantil – em 8 de setembro –, com regras rígidas para que a atividade não gere aumento da circulação do vírus no Estado. 


Em entrevista ao Gaúcha Atualidade desta quarta (2), o governador Eduardo Leite garantiu que as aulas presenciais só podem ocorrer nos casos em que as regiões estiverem em bandeira laranja ou amarela no modelo de distanciamento controlado há pelo menos duas semanas. Neste caso, não vale a gestão compartilhada, em que os municípios podem adotar regras da bandeira anterior: as regiões precisam se encaixar nos critérios de acordo com os cálculos do governo do Estado. 


— (Se a região for para a bandeira vermelha) Suspende-se o modo presencial e permanece o modo remoto. O modo presencial deve acontecer durante a bandeira laranja ou amarela. Na bandeira vermelha, não pode acontecer. Isso foi estabelecido com acompanhamento do Ministério Público.


A restrição de atividades presenciais deixa de existir para a Educação Infantil na próxima semana, no dia 8 de setembro (veja o calendário completo ao final do texto). Isso não significa que todas as escolas devem levar os alunos para as salas de aula: depende, além da cor da bandeira, da decisão das prefeituras – que podem adotar regras mais rígidas –, das próprias escolas e dos pais. 


Segundo Leite, o início da liberação para crianças tem relação com a retomada da atividade econômica no Estado:


— Da segunda metade de julho para cá, (o número de internações) foi reduzindo, e agosto foi o mês de estabilidade das internações e da transmissão. Fomos dando passos de abertura da economia, liberação de algumas atividades e do comércio, ainda que com regras e restrições, e isso gera a necessidade de os pais terem onde deixar seus filhos. (...) Esta é uma modalidade em que o ensino remoto é praticamente impossível ou muito difícil, e pais e mães que estão retornando à atividade econômica têm dificuldade de onde deixar seus filhos em segurança. Muitos optam por pagar para alguém que fica com várias crianças ao mesmo tempo, sem os devidos cuidados. A liberação da Educação Infantil é uma forma de garantir que as crianças tenham onde ficar sem descuidar dos protocolos de segurança. 


Estrutura da rede estadual


Para a rede estadual, as atividades presenciais só devem ser retomadas em 13 de outubro, começando pelos alunos do Ensino Médio. O ensino se dará de forma híbrida: as turmas serão divididas em dois grupos, de forma alternada, para que o número de estudantes em sala de aula seja reduzido. Os horários de entrada e saída e a hora do recreio também serão organizados para que não haja aglomeração. 


Segundo o governador, serão contratados mais professores e servidores para garantir o sucesso do modelo: 


— Teremos que reduzir o tempo das crianças na escola para que possamos fazer várias vezes no dia a higienização. O governo está contratando equipes de serventes para isso, porque o tipo de limpeza que se fazia nas escolas era outro. Serão disponibilizados equipamentos de proteção para professores e alunos, e vamos fazer inclusive a contratação e reposição de professores que estejam na faixa de risco: eles serão substituídos e não vão estar presencialmente. 


Leite entende que a área da educação não pode ser considerada supérflua, já que é essencial para o desenvolvimento da sociedade e de seres humanos. Para ele, é importante trabalhar habilidades entre os alunos – esta é, inclusive, uma maneira de preparar as escolas para o início do ano que vem: 


— É uma forma de testar e organizar o que pode ser o início do próximo ano. Até que a vacina seja disponibilizada e até que alcance a população como um todo, levará tempo. Muito possivelmente, no início do próximo ano, ainda teremos a necessidade de uma modalidade híbrida. Até para entender como vai funcionar do ponto de vista pedagógico, é importante haver algo de presencial, mesmo que seja nessa modalidade, dividindo turmas e reduzindo o tempo em sala de aula. 


Como fica o calendário proposto


* Educação Infantil - levantamento das restrições de atividades presenciais no dia 8 de setembro


* Ensino Médio e Ensino Superior - 21 de setembro


* Retorno das atividades presenciais na rede estadual de Ensino Médio- 13 de outubro


* Ensino Fundamental (anos finais), incluindo rede estadual - 28 de outubro 


* Ensino Fundamental (anos iniciais), incluindo rede estadual - 12 de novembro 

Fonte: Gaúcha ZH

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