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27/05/2020 | 05:40 | Geral

Valor do leite para o produtor deve cair 7,56% em maio

Divulgação


O valor de referência projetado para o litro do leite ao produtor em maio é de R$ 1,2089 no Rio Grande do Sul. A estimativa, divulgada nesta terça-feira (26) pelo Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite (Conseleite) e que leva em conta os primeiros 10 dias do mês, representa uma retração de 7,56% em relação ao consolidado de abril, que fechou em R$ 1,3077.


Segundo Marco Antônio Montoya, professor de Ciências Econômicas da Universidade de Passo Fundo (UPF), os  números refletem o impacto da pandemia de coronavírus no consumo e na produção. Depois de seis meses de alta de preços e de um pico ocasionado pelo movimento das famílias ao estocarem leite no início da pandemia, agora, verifica-se consumo mais comedido. “Essa pandemia alterou muito o mercado. Estamos em um período de incertezas absurdas e que não acontece apenas no Rio Grande do Sul, mas nos outros estados também”, pontuou.


O cenário preocupa produtores. Apesar da profissionalização na gestão dos tambos e do trabalho pela redução de custos, a atividade vem se tornando pouco atrativa com margens muito ajustadas, gerando descontentamento no meio rural. Segundo o presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, o mercado retraído agrava as dificuldades no campo, onde se vem operando com custos impactados pela variação cambial e muitas incertezas. “Precisamos trabalhar no Conseleite pelo entendimento entre indústrias e produtores”, frisou.


O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra, pontua que as dificuldades se estendem à indústria, que também enfrenta custos elevados em função da pandemia e depende da negociação dos produtos junto ao varejo. Guerra citou as oscilações de mercado e a necessidade de se ver o setor lácteo como um todo, composto por um vasto mix de produtos. “Estamos todos juntos em um mesmo setor. O mercado está passando por grande volatilidade, subindo e baixando dentro de um mesmo período. O Conseleite nos dá uma referência nos primeiros 10 dias do mês, mas as empresas precisam avaliar o cenário ajustado dos 30 dias”, frisou. Guerra lembrou que, apesar do aumento do consumo doméstico, o que se verifica é uma queda gigante na comercialização para hotéis, restaurantes e bares.

Fonte: Rádio Colonial

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