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12/05/2020 | 06:31 | Esporte

Sem futebol, lateral Gustavo recorre à construção civil para sobreviver

Jogador que começou o ano jogando no Tupi de Crissiumal está em Tocantins

Divulgação


O Grupo RBS certamente tem um jornalista altamente diferenciado quando se trata de valorizar o futebol raiz e o futebol do interior gaúcho. Além de dar a devida atenção merecida a dupla gre-nal, o Riograndino Rafael Diverio está atento a tudo que acontece no interior, inclusive já tendo realizado matérias sobre o Tupi aqui em Crissiumal, onde se tornou amigo e parceiro da redação do Guia Crissiumal.


Nessa segunda, Rafael Diverio colocou no ar três matérias suas, no site do Jornal Zero Hora falando da situação dos jogadores dos clubes do interior, que tiveram alguma ligação com Crissiumal. Pela manhã, até reproduzimos no Guia Crissiumal uma entrevista dele com o técnico do Tupi FC Fabiano Borba, que está se aperfeiçoando com estudos na quarentena. Ele também ouviu Juba (revelado pelo Tupi para o futebol gaúcho em 2006) que segue se preparando para quando o futebol voltar. A terceira matéria é com o lateral do Tupi, Gustavo Tocantins, que relata a dura vida de atletas de clubes pequenos, os chamados sem divisão nacional, como é o caso do Tupi, leia abaixo na íntegra: 


Sem futebol há cerca de dois meses, os clubes encaram uma situação complicada. Na capital gaúcha, fala-se de prejuízos milionários, mas no interior a crise é ainda maior. Sem conseguir sustentar seus jogadores, a maioria dos clubes suspendeu os contratos. Com o Tupi de Crissiumal não foi diferente.


“Suspenderam o contrato e nos disseram que podíamos pedir o auxílio do governo. Podíamos ir para casa” relata o lateral do clube, Gustavo Lobo. O atleta chegou ao sul ainda neste ano, a pedido do treinador Fabiano Borba, que o treinou no Palmas.


Na sua chegada, Gustavo assumiu um compromisso com o Tupi, no qual aceitou um salário mais baixo com a promessa de receber em dia. Além disso, o lateral em poucos meses será pai e esperava conseguir guardar parte do seu salário para as despesas da criança.


Agora, Gustavo está novamente em sua terra natal, o estado do Tocantis, e tem que se virar do que jeito que pode. A solução foi trabalhar com o pai na construção do Ministério Público de Palmas, recebendo 50 reais por dia. O jogador também foi trabalhar no campo, em um frigorífico, mas o trabalho anda escasso no norte.


Desolado, o lateral demonstrou sua vontade de retornar ao Tupi: “Espero que isso passe, quero voltar logo. Era a melhor fase da minha vida.”


Na foto abaixo, do Guia Crissiumal, Gustavo entrando em campo diante do Veranópolis, em Crissiumal.

Fonte: Rafael Diverio/Guia Crissiumal

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