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30/04/2020 | 17:33 | Educação

Aulas da rede pública estadual do RS serão retomadas somente a partir de junho

Escolas privadas poderão retornar em maio conforme a região em que estiverem localizadas

Divulgação


As aulas nas escolas públicas estaduais do Rio Grande do Sul não serão retomadas antes do mês de junho. A informação foi divulgada pelo governador Eduardo Leite durante a apresentação do plano para liberação gradual de atividades nesta quinta-feira (30). Na rede privada, é possível que o funcionamento das escolas ocorra em maio, dependendo da região em que estiver localizada e as regras de distanciamento controlado que serão aplicadas para evitar a contaminação por coronavírus.


— Definimos que a educação pública voltará apenas em junho. Vamos fazer a antecipação do recesso de julho para o mês de maio, 15 dias. Serão 15 dias de suspensão das aulas para retomada posterior. Em junho, retornam as aulas que vão até o mês de janeiro, sem mais o recesso, que terá sido antecipado — detalhou.


A expectativa é de que o ano letivo termine em janeiro de 2021.  Durante o mês de maio, serão estabelecidos protocolos para que alunos, professores e servidores possam retomar as aulas com segurança. Isso exigirá a compra de materiais ou equipamentos de proteção e reforço de recursos humanos.


Para evitar que os alunos da rede estadual sejam prejudicados, foi implementada a metodologia das aulas programadas, envolvendo recursos pedagógicos e tecnológicos, como plataformas digitais e aplicativos, e que valem como horas/aula. O planejamento dos conteúdos e a preparação das dinâmicas pedagógicas, conforme orientação da Secretaria da Educação (Seduc), são realizados pelos educadores a partir das possibilidades de cada comunidade escolar.


O Cpers-Sindicato informou, em nota, que já defendia, publicamente, a prorrogação do decreto de suspensão das aulas presenciais. Para o sindicato, abrir as escolas neste momento seria armar uma bomba biológica em cada região do Estado. Quanto à antecipação do recesso, a direção do Cpers afirma que está avaliando a medida e deve se manifestar ainda hoje.


Já a coordenadora estadual da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme-RS), Fabiane Bitello Pedro, destaca a preocupação com o número de profissionais que atendem as crianças — professores, serviços gerais, porteiros, entre outros — e que fazem parte dos grupos de risco. Segundo ela, será preciso fazer um levantamento deste dado antes de reiniciarem as aulas. 


—  A vida vem em primeiro lugar. Não podemos pensar só nos alunos, porque há toda uma rede para atendê-los. Além disso, precisaremos de muito mais materiais para higienizar, por exemplo, o chão a cada duas horas e, até, os calçados das crianças antes de elas entrarem na escola. Imagine uma instituição com mil alunos. Ainda temos muitas dúvidas sobre retornarmos em junho. Deveremos obedecer protocolos rígidos. É preciso ouvir a área da saúde, antes de qualquer decisão — afirma Fabiane.


Apesar de concordar com a suspensão das aulas anunciada pelo Estado, o presidente da Famurs, Eduardo Freire, destaca que para tomar a decisão de retorno será preciso ter critérios técnicos que garantam a preservação da comunidade escolar e que contribuirão para a redução da velocidade de disseminação do vírus.


Escolas particulares


Para a rede privada, segundo o governador, os protocolos serão finalizados na próxima semana e lançados, juntamente, com as regras de funcionamento para as atividades econômicas. Por enquanto, em caráter transitório, as aulas da rede privada seguem suspensas, mas é possível que haja uma antecipação da retomada, podendo ocorrer ainda em maio.


— Vamos definir o protocolo para a educação e a rede privada, se tiver condições de atender esses protocolos, poderá retomar as aulas antes —  esclareceu o governador.


Bruno Eizerik, presidente do Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul, afirma que a entidade está trabalhando, junto com o governo do Estado, na construção dos protocolos que devem ser seguidos pelas escolas da rede privada. Ele ainda destaca que a medida vem ao encontro dos anseios das instituições e que as escolas devem seguir, com rigor, o protocolo de segurança de cada região, para garantir o retorno seguro para a comunidade escolar. 


O presidente do Sinepe também ressalta que as escolas terão que avaliar a lacuna de ensino por conta da quarentena e propor um calendário de recuperação dos conteúdos. Já aquelas escolas que não poderão retomar as aulas presenciais, por conta da bandeira estipulada para a região, devem seguir com as atividades remotas.


Segundo o monitoramento da UNESCO, mais de 150 países implementaram fechamentos das escolas em todo o país, provocando impacto em mais de 80% da população estudantil do mundo. Outros países implementaram o fechamento de escolas de forma localizada.

Fonte: Gaúcha ZH

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