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23/04/2020 | 08:51 | Política

Partidos mantêm disposição de fazer eleição em 2020 sem destinar fundo a coronavírus, diz jornal

Parlamentares alegam que adiamento do processo eleitoral trazer prejuízo ao rito democrático

Reprodução/Internet


O adiamento das eleições, prevista para ocorrer em outubro, não tem ganhado corpo entre os partidos, conforme a coluna Poder, do jornal Folha de S.Paulo, desta quinta-feira (23). No mesmo sentido, a destinação do fundo partidário ao combate ao coronavírus continua enfrentando resistência entre os parlamentares. 


De acordo com a publicação, a maioria dos partidos e a Justiça Eleitoral defendem que, se as eleições forem adiadas, que isso ocorra por um curto período, evitando assim o prolongamento do mandato de prefeitos e vereadores eleitos em 2016. A data oficial é 4 e 25 de outubro, em primeiro e segundo turnos. O temor, conforme a coluna, é de que haja a fragilização de um dos pontos fundamentais das democracias: as próprias eleições. 


O orçamento de 2020, além dos R$ 2 bilhões para o Fundo Eleitoral, reservou R$ 1 bilhão para os partidos gastarem em despesas com atividades das legendas como contas de luz, água, aluguel das sedes e transporte. 


Nos bastidores, segundo a Folha, a opinião majoritária no Congresso é a de que não serão os R$ 2 bilhões do fundo que farão diferença em uma situação que exige valores muito mais altos. Para esses parlamentares, conforme a publicação, os que pregam a destinação ao coronavírus surfam na onda anti-política e querem jogar para a plateia, uma movimentação que tende a perder força com o passar dos meses. 


Proposta rejeitada


Em março, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo no Congresso, rejeitou a proposta do uso do fundo partidário ao combate ao coronavírus  — , conforme disposto na Medida Provisória (MP) 924/2020  — , e vinculou a utilização ao adiamento das eleições. 


Segundo o relator, somente se a evolução da pandemia no Brasil impedir as eleições municipais de outubro, o dinheiro deve ser bloqueado e usado para combater ao vírus, tratar os doentes e complementar a renda de pessoas prejudicadas pelo estado de calamidade. 

Fonte: Gaúcha ZH

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