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21/04/2020 | 09:59 | Política

Bolsonaro quer volta às aulas em colégios militares e responde sobre mortes: ''Não sou coveiro''

Presidente evitou comentar o avanço do número de óbitos e também o erro do Ministério da Saúde ao divulgar, por engano, um recorde diário de vítimas fatais no país

Reprodução/Internet


Em uma conversa com jornalistas, durante sua chegada no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (20), Jair Bolsonaro não quis comentar o número de mortes por coronavírus no país nem o erro do Ministério da Saúde ao divulgar, por engano, uma tabela com a atualização de óbitos nesta tarde, na qual inicialmente constava um recorde diário. O presidente também afirmou que as escolas militares podem voltar a funcionar a partir da próxima semana.


As declarações foram dadas nesta segunda-feira (20). A entrevista foi transmitida por canais como GloboNews e CNN Brasil.


Perguntado sobre as mortes, Bolsonaro disse:


— Eu não sou coveiro — afirmou, mudando de assunto em seguida.


O presidente disse ainda que conversou com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sobre a possibilidade de reabrir colégios da Polícia Militar, dos Bombeiros e as escolas cívico-militares. A retomada das aulas ocorreria a partir da próxima segunda (27).


— Talvez seja o primeiro gesto para nós voltarmos a normalidade no tocante ao estudo no Brasil. Não está batido o martelo ainda, mas temos conversado. Os pais estão com medo ainda, então é natural, é gradual, tem que voltar a normalidade. 


Bolsonaro afirmou também que pretende conversar com o ministro da Justiça e da Segurança, Sergio Moro, sobre a possibilidade de abrir também a academia da Polícia Federal.


Em relação ao novo ministro da Saúde, Nelson Teich, Bolsonaro afirmou que a nova equipe vem sendo montada. Ele disse que tem uma pessoa para indicar a Teich — não revelou o seu nome — e que tem poder de veto caso não concorde com alguma sugestão do ministro.


Teich avalia os números da doença no país para analisar um possível afrouxamento do isolamento social no Brasil, disse Bolsonaro. O presidente também afirmou que 70% da população será infectada pelo vírus:


—  É uma  realidade. Em média, 70% da população vai pegar o vírus. Não adianta fugir dessa realidade. Ninguém contesta esse percentual.

Fonte: Gaúcha ZH

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