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17/01/2020 | 06:51 | Polícia

Caso Kiss: Justiça define data do primeiro julgamento

Três dos quatro réus serão julgados em 16 de março

Incêndio matou 242 pessoas e deixou mais de 600 feridos - Jefferson Botega / Agencia RBS


A data do primeiro julgamento pelo incêndio na Boate Kiss foi definida pela Justiça nesta quinta -feira (16). Em 16 de março, em Santa Maria, serão julgados três dos quatro réus: Mauro Hoffmann, empresário e sócio da boate, Marcelo Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, e Luciano Bonilha, ajudante do grupo. O incêndio matou 242 pessoas e deixou mais de 600 feridos.


A decisão é do juiz Ulysses Fonseca Louzada, titular da 1ª Vara Criminal da comarca do município.


O júri será realizado no Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a partir das 10h.


O quarto réu, Elisandro Spohr (conhecido como Kiko), empresário e sócio da boate, será julgado na comarca de Porto Alegre, ainda sem data definida. Em dezembro, o Tribunal de Justiça (TJ) do RS decidiu pelo julgamento dele em separado dos demais, e na Capital.


Mudanças nos julgamentos


Em outubro, o juiz Louzada havia definido que os quatro réus seriam julgados em dupla em dois júris, marcados inicialmente para março e abril de 2020, em Santa Maria.


No entanto, em dezembro, o TJ definiu que Elisandro Spohr será julgado individualmente em Porte Alegre. O pedido de desaforamento foi feito pela defesa do empresário. O advogado Jader Marques informou que o objetivo é que o cliente tenha segurança, evitando possíveis tumultos, e também para garantir total imparcialidade do julgamento. A decisão do TJ também negou o julgamento em separado dos outros três réus.


A determinação para que o julgamento de Spohr seja feito na Capital foi recebida com surpresa pelos familiares de vítimas e definida como uma "decepção" para o presidente da Associação de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Flávio da Silva.


— Uma grande decepção. Até nós esperávamos que fosse mantido os dois júris, mas jamais acreditamos que o tribunal fosse decidir a favor desse desaforamento. Essa justificativa apresentada pela defesa e aceita pelo Tribunal de Justiça é indigesta. Mas vamos seguir lutando, já lutamos há quase sete anos sentindo esse gosto amargo da injustiça pela demora para o julgamento — disse.

Fonte: Gaúcha ZH

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