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12/01/2020 | 07:16 | Cultura

Com direito a empate em votos, primeira mulher é eleita para presidir o MTG na história

Elenir Winck chega ao comando do movimento após receber 530 votos e ser beneficiada pelo critério de desempate

Elenir Winck é a primeira mulher a presidir o MTG - Rogério Bastos / Divulgação


A eleição que alçou, pela primeira vez na história, uma mulher à presidência do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) foi acompanhada pelo inusitado: as duas chapas inscritas, lideradas por Elenir Winck e Gilda Galeazzi, ficaram empatadas ao final do escrutínio com 530 votos cada. Foram registrados cinco brancos e nulos.


O critério de desempate previsto daria a vitória à chapa que tivesse o integrante de idade mais elevada. Foi declarado vencedor o grupo liderado por Elenir, que tem em sua nominata um homem de 78 anos. A eleição ocorreu neste sábado (11), em Lajeado, durante o 68º Congresso Tradicionalista.


Elenir terá mandato de um ano à frente do MTG, entidade que congrega 1.532 CTGs e 630 piquetes em todo o Rio Grande do Sul.


O presidente que se despede do cargo é Nairioli Callegaro, após quatro mandatos consecutivos de um ano cada. Ele acredita que a cultura gaúcha viverá "nova experiência" tendo uma mulher na presidência do MTG, entidade tradicionalmente dominada por homens.


— Isso é importante, um processo de aprendizado e de maturidade do movimento. É dessa forma que a sociedade vai evoluindo e que as instituições demonstram seu tamanho — avaliou Callegaro.


Ao fazer balanço da sua gestão, afirmou que transformações já tiveram início nos últimos anos. Ele enfrentou preconceitos antigos, como o rechaço de setores tradicionalistas aos homossexuais e transexuais. Na gestão de Callegaro, houve homenagem à servidora pública Gabriella Meindrad Santos de Souza, primeira transexual a ser reconhecida como integrante do movimento, o que gerou revolta de grupos contrariados.  


— Procurei tornar o movimento mais aberto à sociedade, sem represálias, sem medo, com direcionamento aos jovens, para que eles pudessem ter liberdade de opinião e externar suas vontades sem serem repreendidos — diz Callegaro.

Fonte: Gaúcha ZH

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