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05/12/2019 | 05:25 | Educação

Brasil deve crescer de 2 a 2,5% apontam professores da FAHOR, durante Painel

Fahor/divulgação


O Painel Cenários e Tendências foi realizado na noite de segunda-feira, 2 de dezembro, abrindo o mês com informações que buscam auxiliar os empresários e a cada um  tomar decisões mais assertivas, já planejando o novo ano.



O tema da 8ª edição do Painel tratou das “Perspectivas para a Economia em 2020”, e foi apresentado pelos professores Tiago Neu Jardim, economista e advogado, Márcio Kalkmann, economista e Stephan Sawitzki, economista e coordenador dos Cursos de Ciências Econômicas e Gestão Financeira da FAHOR. O Painel teve a participação do administrador, especialista em marketing e vice-diretor da FAHOR, Marcelo Blume como mediador.



Apesar de muitos problemas, como a volatilidade do dólar, a alta tributação sobre o consumo, a insegurança jurídica, novo pacto federativo que traz a possibilidade de extinção de municípios e a necessidade de reformas tributária e administrativa, a previsão é de que o Brasil cresça entre 2 e 2,5% e que haja uma redução no desemprego.



O professor Márcio Kalkmann afirmou que o cenário internacional é turbulento, por conta da guerra comercial entre China e EUA e não há um prazo específico para que isso termine. O Brasil encontra-se no meio desta situação, visto que China e EUA são nossos principais “clientes” no âmbito de relações comerciais. “Temos uma capacidade de produção no agronegócio que é invejável perto de grandes potências mundiais, precisamos explorar essa capacidade, dentro de critérios sustentáveis e que possibilitem agregação de valor ao comércio, gerando crescimento de renda a partir de acordos comerciais”, destacou.



Atualmente, a  taxa de juros é baixa, e tende a permanecer nestes patamares. “O dólar está valorizado o que tem tornado o Brasil competitivo nas exportações. Isso preocupa os EUA, tendo possibilidade deste país inserir tarifa sobre alguns produtos de origem brasileira, como aço e alumínio. Ou seja, existe uma grande instabilidade causada pela competição internacional. Porém precisamos atentar para este fator, pois afeta diretamente os insumos/materiais/tecnologias que importamos, o que pode gerar uma inflação nos próximos trimestres”, alertou Kalkmann.



Sabemos que o agronegócio brasileiro cresce acima do crescimento do PIB há muitos anos, mas isso não está sendo suficiente para modificar a realidade da taxa de desemprego do país. Para o professor Kalkmann,  é importante que outros setores como a indústria tradicional e de tecnologia por exemplo, também cresçam a partir de 2020. “E a expectativa é essa, para que a realidade do mercado de trabalho se modifique consideravelmente. Alguns sinais já se mostram positivos, pois se observa crescimento da confiança de investidores, principalmente devido a uma tímida, mas positiva recuperação na demanda bens de consumo pelos brasileiros. Porém ainda existem incertezas comerciais em relação ao comércio com a Argentina, um parceiro importante para o Brasil”, afirmou Kalkmann.



O professor Stephan Sawitzki destaca que é melhor crescer, mesmo que seja pouco. “Quanto ao desemprego, vale frisar que as vagas em aberto no mercado são para mão-de-obra qualificada. A taxa de desemprego entre os que não possuem curso superior, fica na faixa de 16% e entre os que já possuem o diploma superior, está na faixa dos 6%, o que significa que a formação profissional continua fazendo a diferença no mercado de trabalho”.



O evento é realizado duas vezes ao ano e conta com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Horizontina, da ACIAP e do Sicredi.


Fonte: Assessoria Fahor

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