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22/09/2019 | 13:10 | Esporte

Com gol de Lindoso no final, Inter vence a Chapecoense no Beira-Rio e segue no G-4

Equipe de Odair Hellmann fecha a 20ª rodada em quarto lugar com 36 pontos

Inter de Paolo Guerrero ainda teve dois gols anulados pelo VAR - Fernando Gomes / Agência RBS


No jogo da ressaca pelo vice-campeonato da Copa do Brasil, um Inter sem grande inspiração, mas com vontade de ganhar, e com dois gols anulados, bateu a Chapecoense por 1 a 0, na manhã desse domingo, em um Beira-Rio com mais de 24 mil torcedores. Com a vitória sobre um dos favoritos ao descenso, o time de Odair Hellmann abriu o returno entre os quatro melhores do Brasileirão. Se a equipe realmente tem pretensões de título, a hora para ganhar fora de casa é esta. Nesta quarta-feira, o Inter enfrentará o líder, Flamengo, no Maracanã.


Quando o sistema de som do Beira-Rio anunciou a escalação para o jogo matinal, os torcedores pouparam das vaias apenas Moledo, Cuesta, Guerrero e Nico. Aos demais, a culpa pela perda de mais uma taça em casa. Ao som de "seja mais guerreiro", as uniformizadas empurravam a equipe, mas também apresentavam o seu protesto. Em campo, a mesma formação derrotada pelo Athletico, com Wellington Silva no ataque.


Depois de 21 minutos de domínio sem conclusão a gol, o roteiro do jogo parecia ser aquele da final contra o Athletico. desatenta, a defesa permitiu que Marcelo Lomba fizesse as duas primeiras defesas do jogo. Arthur Gomes, de longe, arriscou e Lomba defendeu. E, depois, o ex-Inter Camilo chutou para nova defesa do goleiro colorado. A Chapecoense, penúltima colocada no Brasileirão, se sentia autorizada a ir para cima no Beira-Rio.


Aos 28 minutos, gol do Inter. Porém, anulado pós-VAR. Edenilson fez o lançamento, e Wellington Silva entrou sozinho para desviar. Mas, na revisão, Guerrero havia dado um sutil toque na bola, deixando o camisa 11 em impedimento. Até os 50 minutos, apenas mais uma chegada do Inter: Guerrero, de fora da área, com um chute fraco, de fácil defesa para Tiepo. No intervalo, vaias. E alguns aplausos.


— Sobre as vaias, normal. Perdemos quarta, todos estamos doloridos. Mas futebol proporciona isso, dois dias depois tem jogo. Temos que volta pro vestiário, ver o que o professor vai falar e tentar a vitória - disse Wellington Silva, na saída de campo.


No segundo tempo, com o calor aumentando, devido ao meio-dia, o futebol do Inter parecia se derreter ao sol. Nada de criatividade, nenhum chute a gol, e correndo riscos diante de uma desesperada Chapecoense.


Aos 10 minutos, Neilton no lugar de Uendel, com Patrick deslocado para a lateral esquerda. E o time até melhorou com o ingresso de Neilton, ainda que as conclusões a gol seguissem sofríveis. Aos 12 minutos, Nico cruzou na cabeça de Guerrero, que foi mais zagueiro do que atacante e, na pequena área, perdeu o gol. Neilton e Wellington também desperdiçaram boas chances na sequência, devido a chutes fracos e sem direção.


O Inter só voltou à carga aos 26 minutos, quando Guerrero cruzou para Nico chutar longe do gol. Foi quando a Chapecoense perdeu a zaga titular, Rafael Pereira e Gum, que saíram lesionados. Aos 35 minutos, Neilton escora na pequena área e faz Inter 1 a 0. Por pouco tempo. O VAR avisa o árbitro, que revisa o lance, e que marca falta de Edenilson em Bruno Pacheco, em meio à jogada na área.


Em seguida, Moledo encontrou Lindoso na área. Ele bateu de primeira e Tiepo fez grande defesa. Na sequência, escanteio para o Inter, Guerrero cabeceou para a pequena área, Moledo fez um sutil desvio, Tiepo espalmou, sobrou para Lindoso, que cabeceou para a sua coxa e a para dentro do gol - que, dessa vez, não foi anulado. O 1 a 0 foi um escore magro, mas minimamente suficiente para devolver ao time de Odair Hellmann um pouco da confiança perdida com a derrota para o Athletico-PR.

Fonte: Gaúcha ZH

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