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12/09/2019 | 09:48 | Saúde | Três de Maio

Centro Especializado em Reabilitação Auditiva e Intelectual está em funcionamento na Apae de Três de Maio

Atendimentos estão sendo realizados desde maio, contemplando oito municípios da região

Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999


No ano de seu cinquentenário, a Apae de Três de Maio obteve mais uma importante conquista. Em abril, foi publicada a portaria de autorização e funcionamento, pelo Ministério da Saúde, para o Centro Especializado em Reabilitação Intelectual e Auditiva (CER II), e que estabelece recurso do Bloco de Custeio das Ações e Serviços Públicos de Saúde a ser incorporado ao Grupo de Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar do Estado do Rio Grande do Sul.



O CER II está em funcionamento desde o mês maio, sendo que no dia 9 de agosto o presidente da Apae, Vilson Foletto, esteve em Porto Alegre para a assinatura do convênio. Foletto comemorou a conquista do CER II. “Contamos com o apoio de diversas pessoas e entidades para que este sonho se tornasse realidade, dentre eles o ministro Osmar Terra, que desde o início auxiliou neste processo”, salienta.



Os serviços pelo CER II são oferecidos pelo SUS e os equipamentos foram adquiridos pela instituição com apoio, parceria e financiamento do Sicredi. “O CER II é uma ideia que sempre almejamos. Procuramos a cada ano maneiras que deem incentivos à manutenção da Apae, em prol de quem necessita deste trabalho. Para nós, foi uma alegria muito grande esta conquista. Somos a primeira Apae gaúcha que conseguiu este centro, o que reforça a importância do nosso trabalho transparente e responsável e a visão que as pessoas têm sobre nosso serviço.”



Foletto ressalta que a Apae atua em três áreas: educação, saúde e assistência social, e o CER II vem a reforçar a área da saúde, visto que “uma das coisas que mais o aluno especial necessita está relacionado à saúde, área na qual vimos a possibilidade de ampliar os serviços, a fim de atender toda a comunidade que precisa dele, gerando recursos para que a Apae consiga se manter e caminhar com as próprias pernas”, acrescenta.



Foletto está na quarta gestão como presidente da Apae de Três de Maio. “São 12 anos na presidência. Sinto-me feliz em estar à frente da instituição neste ano em que celebramos seu cinquentenário. É, sem dúvidas, uma data muito especial. Se analisarmos toda esta trajetória apaeana, desde quando se iniciaram as atividades, vendo como ela está hoje, analisamos que a instituição é de todos nós e da comunidade. Somos referência em todo o Estado como entidade filantrópica. Só temos a agradecer a todos que colaboram conosco!”



CER II atende demanda de oito municípios da região



O assistente social da Apae, Leandro Steiger, responsável pelo CER II, explica que o centro contribui no atendimento qualificado aos munícipes da região, amplia o acesso aos serviços, divide responsabilidades que atualmente recaem sobre um prestador de serviço, diminui custos aos gestores municipais, auxilia na resolutividade do serviço, busca mais recursos para região e terá atuações na prevenção e promoção em saúde.



O CER II atende pessoas dos municípios de Alegria, Boa Vista do Buricá, Doutor Maurício Cardoso, Independência, Horizontina, Nova Candelária, São José do Inhacorá e Três de Maio. “Para atender a demanda, atuam assistentes sociais, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, psicólogas, médico neuropediatra, médico neurologista, médico clínico-geral, médico psiquiatra, profissionais da terapia ocupacional, professor de dança e educação física, professor de música, médicos otorrinolaringologistas, equipes administrativa, pedagógica e técnica de enfermagem, além da estrutura física reformulada de profissionais já atuantes na instituição”, ressalta Steiger.



Apae presta serviços pelo SUS desde 2005



A Apae firmou, em 2005, convênio com o Serviço Único de Saúde, o que possibilitou ampliar a oferta de serviços com profissionais da medicina (neurologista e psiquiatra), fonoaudióloga, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. “De forma efetiva, a busca por uma alternativa em ampliar os serviços de saúde oferecidos à comunidade foi em 2015. No ano seguinte iniciamos os estudos de viabilidade, organização de documentos, contatos com outras organizações para conhecermos as possibilidades e limites tanto para infraestrutura quanto da equipe de trabalho. Foram realizadas pesquisas de demanda, capacidade de atendimento, suporte e logística para receber assessoria de fornecedores e ofertar o atendimento de qualidade, tendo nossa definição por agregar a especialidade auditiva, o que então caracteriza o CER II, uma instituição que atende duas especialidades: deficiência intelectual e auditiva”, relembra Steiger.



“Em 2017, o processo, que foi longo e meticuloso, contou com auxílio de muitas parcerias. O principal desafio era provar que a Apae seria capaz de dar conta desta demanda de trabalho. Argumentamos nosso projeto na instância municipal e regional (14ª Coordenadoria Regional de Saúde), na Secretaria Estadual de Saúde e na esfera nacional. Tivemos o aval dos prefeitos que compõem os oito municípios que o serviço de audiologia está atendendo. Fizemos várias visitas em outras instituições para conhecermos as realidades e se de fato teríamos condições de atender a demanda”, relembra Leandro.



No ano passado, as ações se voltaram às respostas das diligências da saúde em âmbito federal, comprovando equipe de trabalho, estrutura física e aquisição de equipamentos, além da elaboração de protocolos de atendimento. “O CER é um ponto de atenção ambulatorial especializada em reabilitação que realiza diagnóstico, tratamento, concessão, adaptação e manutenção de tecnologia assistiva, constituindo-se em referência para a rede de atenção à saúde no território”, destaca Steiger.


Fonte: Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999

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