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03/04/2019 | 21:28 | Esporte

Inter abre 2 a 0, mas cede empate para o River Plate no Beira-Rio

Nico e Edenilson marcaram para os colorados, mas Pratto e De La Cruz deixaram tudo igual

Nico marcou o primeiro gol colorado no empate pela Libertadores - Marco Favero / Agencia RBS


Na véspera dos 110 anos do Inter, a equipe de Odair Hellmann em um Beira-Rio que bateu o seu recorde de público empatou em 2 a 2 com o River Plate, depois de sair vencendo por 2 a 0. Com o resultado, os colorados seguem liderando o Grupo A da Libertadores, com sete pontos, quatro a mais do que os argentinos. O clássico em vermelho e branco marcou também a última partida do Inter sem Paolo Guerrero. No sábado (6), o Inter recebe o Caxias, para a decisão do mata-mata semifinal do Gauchão.


Os minutos iniciais foram de um River Plate com os nervos mais controlados e dominando o jogo. Atuando de forma compactada, os argentinos trocavam passes como se estivessem em Núñez. Em determinando momento, Sobis recuou até o meio-campo para buscar o jogo e se viu cercado por cinco adversários. Bruno, escalado no lugar do inconstante Zeca, se transformou em um terceiro zagueiro diversas vezes.


Há tempos o Beira-Rio não recebia uma partida tão disputada. A torcida percebeu isto e tentou empurrar o time o tempo todo. Mas, em campo, o Inter tinha pela frente o campeão da América que, mesmo desfalcado, não parecia sentir qualquer ausência. Aos 13 minutos, o River chegou com força, Angileri cruzou na área, Rodrigo Dourado desviou e, por pouco, não fez um gol contra. O River estava à vontade no Beira-Rio. E isto durou mais quatro minutos. Foi quando D'Alessandro resolveu assumir o jogo contra o seu clube de origem. Em jogada pela direita, cruzou para a área, a bola viajou e parou do lado esquerdo, onde Iago a devolveu para a área, onde Nico López entrava para bater, com uma canelada de categoria, e vencer o veterano goleiro Lux: Inter 1 a 0.


Mas as coisas para os colorados ficariam ainda melhor. Aos 30 minutos, Dourado recupera uma bola no meio-campo e toca de primeira para Edenilson, que arranca desde o círculo central feito um trem-bala, passa voando por Martínez Quarta e, antes de bater no cantinho de Lux e marcar o 2 a 0, ainda teve tempo de ver com o canto do olho Pinola se jogando de carrinho, em desespero, na tentativa sem sucesso de evitar mais um gol colorado. O pré-cinquentenário Beira-Rio eclodiu em festa — uma celebração tão visceral como nos tempos dourados de quase uma década atrás.


O River, que havia iniciado a partida de maneira segura, quase altiva, parecia perdido em campo. Quase ao final do primeiro tempo reclamou de um pênalti de Dourado em Borré, que o árbitro uruguaio não marcou. Aos 40 minutos, porém, Edenilson colocou a mão na bola em uma cobrança de falta do River, e Esteban Ostojich deu o pênalti. Pratto cobrou com perfeição e descontou para os campeões da América. Apesar do gol do River, o Inter manteve a calma e seguiu avançando. Já nos acréscimos, reclamou de um pênalti não marcado em Edenilson.


No segundo tempo, os argentinos voltaram decididos a empatar. O Inter custou muito a conseguir se desvencilhar da defesa e avançar um pouco. O River dominava as ações e começava a ser parado apenas com faltas. Até que, aos 15 minutos, o argentino Cuesta fez uma falta dura e desnecessária na entrada da área. de la Cruz, irmão do ex-River e atual Santos Sanchez, cobrou como se fosse um Carpegiani, na gaveta, um golaço: 2 a 2.


O empate calou o Beira-Rio e murchou a torcida. E o silêncio se tornou ainda maior quando D'Alessandro cansou e foi substituído por Wellington Silva. O River de De la Cruz seguiu mandando no jogo. A partir dos 25 minutos, Inter e torcida reagiram.


Mas não foi o suficiente para vencer. O 2 a 2 com o campeão da América foi um aprendizado para um Inter que lidera a chave e que sonha alto na Libertadores.

Fonte: Gaúcha ZH

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