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21/03/2019 | 19:54 | Saúde | Três de Maio

Vigilância sanitária interdita consultório particular de farmacêutica em Três de Maio

14ª Coordenadoria de Saúde investiga se procedimento estético realizado no local pode ter causado intoxicação em pacientes, que foram parar no hospital. Farmacêutica responsável disse que aguarda perícia nos medicamentos utilizados para poder se posicionar

Pacientes que realizaram procedimento estético tiveram reações e foram parar no hospital ? Reprodução/RBS TV



A Vigilância Sanitária interditou o consultório de uma farmacêutica em Três de Maio, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a medida foi tomada na quarta-feira (20), depois que algumas mulheres atendidas pela profissional tiveram de ser hospitalizadas.


Elas relataram ter passado por um procedimento, realizado pela farmacêutica, para estimular a produção de colágeno no rosto.


"Ela realizou um procedimento estético e, depois, veio a passar mal. Daí, eu fui até a farmácia, não consegui quase nem medir a pressão e vim para a emergência, onde ela foi atendida", relata o marido de uma das pacientes, Roberto Coleto.


Além da esposa dele, outras três pessoas estão internadas no Hospital São Vicente de Paulo pela mesma razão. Todas em estado estável, segundo a instituição.


De acordo com o médico que prestou atendimento, elas sofreram uma intoxicação por uso do anestésico Lidocaína, que é usado em vários tipos de procedimentos por médicos e dentistas.



"Quatro pacientes com um quadro clínico muito semelhante, na verdade, compatível com uma dosagem excessiva da medicação Lidocaína", relata o pneumologista Jean Zanette.


"Apresentavam frequência cardíaca muito baixa, vômitos, uma diminuição do sensório, quer dizer, os pacientes estavam confusos e com a fala arrastada", completa o médico.


Agora, a 14ª Coordenadoria de Saúde apura se as reações foram desencadeadas por alguma falha da farmacêutica. O nome dela não será divulgado a pedido da Secretaria de Saúde do município.


"A interdição cautelar pode ser tanto temporária, como pode ser definitiva. Se faz justamente para evitar outras situações", explica o coordenador regional de Saúde Valdemar Fonseca.


Segundo ele, a investigação será feita junto ao médico que atendeu as pacientes no hospital, bem como a partir de informações e documentos obtidos junto à profissional. Também foram apreendidos os medicamentos utilizados. Ainda será apurado se o consultório tinha autorização para funcionar.


Por telefone, a farmacêutica responsável pelo procedimento disse que aguarda a perícia nos medicamentos utilizados para poder se posicionar. As informações são do portal G1.

Fonte: Paulo Marques Notícias

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