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20/02/2019 | 12:25 | Saúde

Terapia ocupacional: proporcionando bem-estar físico, mental e social aos pacientes

Profissional Marília Compassi Freitas atua na Apae há sete anos

Jaqueline Peripolli


Com atenção dirigida para as atividades humanas, a terapia ocupacional é uma área da saúde que tem como princípio regente a atividade. O terapeuta ocupacional atua para o bem-estar físico, mental e social do indivíduo, e seus serviços são necessários quando existe disfunção ou risco de disfunção ocupacional em qualquer fase da vida da pessoa.



Há sete anos, a Apae de Três de Maio conta com o trabalho da terapeuta ocupacional Marília Compassi Freitas. “O objeto de estudo da terapia ocupacional é o desempenho ocupacional do indivíduo. Em toda questão física, cognitiva e social que esteja prejudicando o desempenho ocupacional do paciente, é onde vamos intervir”, ressalta Marília.



Avaliações



Quando o paciente chega até a Apae para avaliação – para verificar se iniciará atendimentos na instituição –, Marília diz que observa questões motoras (de coordenação e motricidade fina e ampla), de equilíbrio, a forma de brincar da criança e as atividades de vida diária. “Analisa-se se este brincar é funcional, se a criança tem imaginação e simbolização. Se a criança estiver em idade escolar, então são observadas as dificuldades de aprendizagem, pois pode-se trabalhar as adaptações de atividades, da forma que o professor apresenta a fim de facilitar a compreensão do aluno.”



Sessões que desenvolvem funções motora e cognitiva



Nos atendimentos aos pacientes que passam a ser atendidos na Apae, a profissional conta que estimula a vontade de fazer as atividades, sem que ele dependa dos outros. “Procuramos trabalhar a autonomia, o ser independente de cada um. Às vezes, o aluno sabe fazer determinada tarefa, mas não tem autonomia. Os pais ou familiares podem entender que os filhos, por terem alguma deficiência, não conseguem fazer, e não os deixam fazer. Então, gosto de estimular também os pais a darem esta autonomia aos filhos. Aqui estamos ensinando de forma carinhosa, com paciência e persistência.” Outra questão importante é a organização de rotinas, pois ela estabelece as relações sociais, o lazer e todas as atividades desempenhadas pelo paciente.



Para os portadores de deficiência intelectual, por exemplo, Marília afirma que as atividades, para alguns casos, são mostradas e ensinadas por meio de figuras, a fim de facilitar a compreensão do aluno. “Tarefas de como usar o banheiro e como se alimentar sozinho são treinadas, na prática, assim como atividades de pegar o talher, o prato e o alimento. Através da observação, ele faz e analisamos as dificuldades encontradas.”



A terapeuta ocupacional da Apae explica que também trabalha com adaptações no que se refere aos materiais escolares, já que muitos têm dificuldade e não conseguem segurar o lápis. “Muitas vezes, as classes na sala de aula, que recebem as crianças, são padrão. Logo, um cadeirante não cabe e precisamos adaptá-las. Nas atividades da vida diária, quando existe alguma atividade de ordem física ou cognitiva que o paciente não consegue realizar, também são propostas adaptações, seja em mobiliário ou em itens de uso diário, como em uma xícara.”



Com os bebês, são trabalhadas as fases do desenvolvimento, levando em consideração a motricidade, coordenação, o sentar, o engatinhar, dentre outros. E o brincar é o principal item trabalhado com as crianças. De acordo com Marília, as sessões contam com uma atividade: como o objeto de estudo da terapia ocupacional é o desempenho ocupacional e o objeto de trabalho é a atividade, são trazidos jogos, por exemplo, mas com os objetivos necessários para trabalhar aquela dificuldade. “É muito mais atividade que exercício, pois precisamos desenvolver questões motoras e cognitivas”, ressalta.



Marília destaca que, na Apae, atua com as habilidades sociais de cada paciente, além de ensiná-lo atividades diárias, como comer sozinho, escovar os dentes e ir a mercado, a farmácia e usar dinheiro. “Nosso aluno conhece e entende sobre isso. Estamos preparando-o para a vida, para que viva em sociedade da melhor forma possível. Oriento os pais a auxiliarem os filhos e treinarem em casa, repetindo o que fazemos nas sessões, para eles irem se familiarizando com estes temas.” Também é da incumbência de Marília o pedido de cadeira de rodas e indicação de órteses fornecidas pelo SUS aos pacientes atendidos na Apae.



Hoje, ela atende, semanalmente, em torno de 35 pacientes na Apae, sendo alunos com autismo, com atraso no desenvolvimento, com disfunções neurológicas e portadores de Síndrome de Down, além dos que seguem em acompanhamento. As sessões têm duração de 30 minutos.


Fonte: Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999

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