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13/02/2019 | 15:20 | Educação | Três de Maio

Capacitação reúne colaboradores das Apaes da região em Três de Maio

Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999


A Apae de Três de Maio iniciou, nesta segunda-feira, 11 de fevereiro, uma capacitação para colaboradores das Apaes do 3º Conselho Regional, do qual fazem parte instituições da região.


De acordo com a diretora administrativa da Apae de Três de Maio, Nadir Gabe, que também é presidente do 3º Conselho Regional das Apaes, participam colaboradores das Apaes de Alegria, Boa Vista do Buricá, Braga, Campo Novo, Coronel Bicaco, Crissiumal, Giruá, Horizontina, Humaitá, Independência, Santo Augusto, São Martinho, Três Passos e Três de Maio. 


Nadir explica que, a cada início do ano letivo, são proporcionados, aos colaboradores das Apaes, cursos e palestras com temas que vão ao encontro das atividades desenvolvidas nas instituições.


No primeiro dia, na parte da manhã, houve palestra sobre atividades lúdicas para tornar as aulas mais atrativas, recreação para alunos e criatividade em prol de uma boa aula, com os palestrantes Jefferson Machado e Victor Machado Neto, da Fema. À tarde, ocorreu a palestra sobre inclusão escolar, transtornos e dificuldades de aprendizagem, com a psicóloga Juliane Colpo, também da Fema.


Nesta terça, dia 12, a capacitação seguiu com curso pelo Método das Boquinhas, que utiliza os métodos tradicionais de alfabetização aliados a técnicas de aprendizagem com objetos e modos de expressão, ministrado pela fonoaudióloga Patrícia Hoffmeister. Na quarta haverá reunião e planejamento com professores e organização de pareceres e salas de atendimento com a equipe de saúde. 


As aulas na Apae terão início no dia 21 de fevereiro, quinta-feira.


Método das Boquinhas encanta participantes


Na terça-feira, 12, os participantes da capacitação tiveram a oportunidade de conhecer sobre o Método das Boquinhas, uma metodologia de alfabetização. A fonoaudióloga Patrícia Hoffmeister, de Porto Alegre, palestrante do dia, disse que a ideia do curso foi trabalhar o método, que tem como diferencial ser uma metodologia multissensorial, que trabalha com diversas entradas neuropsicológicas. “Estou transmitindo aos colaboradores várias informações para que a criança consiga fazer a conversão da letra no som e consiga ler e escrever. Trabalhamos a questão do som da letra junto com a letra, associando uma informação concreta, que é a boca. Para uma criança, é muito difícil pensar no som de uma letra; é abstrato.”


Segundo ela, a partir desta entrada da articulação – a boca – é possível facilitar o processo da leitura e da escrita. “E é isso que abordamos aqui: o passo a passo e a importância da criança conhecer o som da letra e não o nome da letra. A criança precisa saber o som para ler. Frequentemente escutamos que determinado aluno sabe as letras mas não consegue juntá-las. Isso ocorre porque está faltando conhecer o som. E em uma língua onde a escrita representa os sons da fala, isso é a primeira coisa que precisa ser trabalhado: os sons da letra. Mas ele sozinho, para algumas crianças, é uma informação abstrata. Contudo, se associo à boca, fica mais fácil dela entender”, ressalta Patrícia.


E, então, a partir disso, tem sido possível alfabetizar crianças com distúrbios, com dificuldades e com necessidades especiais. Conforme Patrícia, o Método das Boquinhas é uma metodologia para qualquer criança, independente dela apresentar dificuldades ou não. “Fiquei muito feliz em estar na Apae de Três de Maio, conhecer a estrutura e o trabalho realizado aqui. No público participante, contamos com profissionais de diversas áreas, e eu acredito neste trabalho interdisciplinar. Alguns já conheciam esta metodologia, e todos estavam empolgados para conhecer e aprender”. A atividade com a fonoaudióloga contou com a teoria da metodologia e a oficina, parte prática, para discussão dos temas trabalhados.


Um pouco mais sobre o Método das Boquinhas


O Método das Boquinhas foi criado em 1985 por Renata Jardini, fonoaudióloga, psicopedagoga, mestre e doutora pela Unicamp. Ele foi desenvolvido, inicialmente, para reabilitar os distúrbios da leitura e escrita. Hoje, é usado em salas de aula regulares, além de consultórios, escolas especializadas e Apaes de todo território nacional. O Método das Boquinhas é um método fonovisuoarticulatório, e em sua proposta utilizam-se, além das estratégias fônicas (fonema/som) e visuais (grafema/letra), as articulatórias (articulema/Boquinhas). Seu desenvolvimento foi alicerçado na fonoaudiologia, em parceria com a pedagogia, que o sustenta, sendo indicado para alfabetizar quaisquer crianças e mediar/reabilitar as dificuldades da leitura e escrita.

Fonte: Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999

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