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14/12/2018 | 11:58 | Cultura | Três de Maio

Entrevista com Arlete Salante, sobre o livro Mulheres Antes e Depois dos 50


Como surgiu a oportunidade de ser coautora de um livro desta importância, com histórias de mulheres reconhecidas nacionalmente?



Recebi o convite para compor este livro através da escritora Maria Alice Schuch, que divide a coordenação deste projeto com Andréia Roma. Assim que compreendi o raio de ação, me senti muito honrada, uma vez que a própria Maria Alice, uma estudiosa e escritora consagrada do universo feminino, com mais de 1300 artigos publicados em grandes veículos de comunicação brasileiro, acompanha meu trabalho e abriu esta oportunidade. Mas, confesso que pela grandiosidade da proposta, precisei alguns dias para assimilar a ideia e me permitir fazer parte deste grande trabalho.



Muitas mulheres incríveis participam do livro. Para ilustrar as parcerias, cito rapidamente algumas, mas sem querer ser injusta com as outras, porque  cada uma  se desafiou a colocar parte da própria vida no papel e, com seu exemplo pode ensinar ou inspirar. Certamente todas atingirão seu propósito em contribuir: - Ana Pregardier, escritora e educadora financeira que neste ano assumiu uma cadeira na Academia Brasileira de Letras;



- Cláudia Barsand, educadora física, uma expert em inclusão que atua com pessoas com deficiência e coordenando centros de referência com atletas paraolímpicos da seleção brasileira;



- Sueli Brandão, criadora e organizadora da Feira do Livro de Joinville há quinze anos, Bienal do Livro em Curitiba, dentre outros eventos educativos e culturais.



 - Sobre o que fala exatamente o livro?



São histórias reais de vida. Cada coautora conta parte da sua trajetória, suas dificuldades, superações e vitórias. A proposta do livro é dar voz a muitas mulheres, não apenas as reconhecidas nacionalmente, mas também às mulheres anônimas que são exemplo de vida. Podemos nos identificar com todas ou quase todas, em algum aspecto. Quando eu tinha cerca de 20 anos já compreendia que haviam muitas dentro de mim. Agora, com licença poética, posso reconhecer cada uma dentro de mim formando um belo mosaico de formas, cores e sutilezas da inteligência feminina na prática, embora cada uma seja única.



- Porque o título “mulheres Antes e Depois dos 50”?



O Projeto contempla várias gerações de mulheres - com idades entre 28 e 75 anos, com isso faz uma quebra de paradigma, sai do estereótipo midiático que hipervaloriza neste momento a juventude, para apresentar que a ação e a inteligência são atemporais, desde que seja aliada ao poder feminino e a força de superação.



A idade é um marco, a cada ano vivido, mais maturidade e também menos tempo pela frente, trazendo mais responsabilidade por como escolhemos viver, como estamos realizando nossa existência.



A vida é repleta de ciclos que trazem possibilidades novas e fecham vivencias passadas. Aliado a isso, sabe-se que o psiquismo é dinâmico, não estático. Se repetir é ser estático e enrijecer. Se o psiquismo é dinâmico, então atua em novidade, sempre pode se renovar, não é a idade que enrijece a pessoa, mas o modo de vida, os comportamentos, os conflitos, etc.



Também E o seu capítulo “Travessia”, o que significa?



Compreendo que a vida é uma grande travessia, mas prefiro que cada pessoa descubra lendo meu capítulo, há muitos significados que esta palavra representa na minha vida.



- Como você vê a mulher na atualidade? Temos motivos para comemorar?



Muitos motivos para comemorar, nunca em séculos tivemos tantos direitos assegurados e espaços de atuação. A Alice cunhou um termo que eu simpatizo muito: neofeminino. O neofeminino está presente nas mulheres no Terceiro Milênio com ambição de realizar seu projeto existencial de modo vitorioso, vivenciando a atemporal feminilidade aliada ao poder, a sofisticação, ao business appeal, a força de vontade...



É preciso seguir nesta direção que o Projeto traz. Nesta maravilhosa obra “Mulheres antes e depois dos 50”, é fruto de generosidade de umas mulheres com as outras e não a rivalidade, que sempre é disputa ao vazio, sem ganho real. Esta direção é de união, onde não há competição, todas se colocam com clareza, as cartas estão na mesa de modo limpo, ético. Todos os capítulos vão tocar alguém, que poderá ser insight para solucionar algo próprio. Cada coautora será importante para alguém com seu relato.



- Como posso adquirir o livro?



No lançamento, neste sábado, com direito a autógrafo, a partir de 18h30 na Casa Café. Mas, se não for possível neste momento, o livro ficará à venda na Casa Café


Fonte: Paulo Marques Notícias

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