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17/12/2013 | 20:19 | Esporte

Abel valoriza passado, cita 2006 e avisa: Só se ganha com clima bom

Apresentado no Inter, técnico lembra ano dos títulos da Libertadores e do Mundial por novas conquistas.

Abel Braga concede entrevista coletiva de apresentação (Foto: Divulgação/Inter)


A sexta 'era Abel Braga' no Inter começou pouco depois das 16h desta terça-feira, num hotel em Porto Alegre. Na apresentação, a franca polaridade entre passado e futuro. O objetivo é novo, inédito para o técnico em suas outras cinco passagens no clube: vencer o Brasileiro, algo inatingível ao Colorado desde 1979. Mas a inspiração é bastante conhecida: vem de 2006, ano da primeira conquista da Libertadores e do mundo, com Abelão no comando. Ele também já tem a receita: ter um bom ambiente no vestiário, artigo raro nos momentos finais de 2013.


A referência à década dourada do Inter é tanta que Abel se voltou aos jornalistas e tascou, após receber uma camiseta de número 3, lembrando os seus tempos de zagueiro e reforçando o clima de nostalgia de seu retorno (justamente nesta terça é o aniversário de sete anos do Mundial, em vitória sobre o Barcelona):


- Poxa, está parecendo 2006, a final da Libertadores... tem muita gente aqui.


Depois, mais específico, defendeu o retorno do clima daquela época, sobretudo a sintonia entre jogadores e torcedores no Beira-Rio - o estádio voltará a ser sede dos jogos após um 2013 fechado para reformas visando à Copa. Mais do que isso: rechaça falta de motivação após tantos títulos pelo clube. Ele quer novas conquistas, sobretudo o Brasileiro.


- Se consegui trazer de volta a empatia que tínhamos na final da Libertadores (o Inter venceu o São Paulo)... Antes da Libertadores, eram 15 mil sócios… agora, temos 100 mil. Então, se a gente conseguir trazer isso de novo, será importante - disse, após ser apresentado ao lado do novo departamento de futebol. - Quero devolver o Inter ao seu verdadeiro status, que não é ser 15º, mas, sim, ser primeiro colocado. E viver aquela década de pouco tempo atrás. É o que está faltando. É o maior desafio, voltar a vencer um título nacional.


Entre as suas tantas referências ao passado, Abel falou sobre o vestiário colorado, em ebulição e cheio de conflitos no final deste ano, desde a saída de Dunga. Com experiência de sobra, avisa que, sem bom clima, não se tem títulos. O que não quer dizer que o ambiente precisa, necessariamente, ser de plena concordância entre os jogadores:


- Só se ganha com ambiente bom. Com vestiário ruim não se vai a lugar nenhum. Mas não queira vestiário de freira. Eu não gosto disso, não. O jogo que mais me marcou aqui foi Gre-Nal do Século (em 1989, pelo Brasileiro de 1988) e o que eu fiz no intervalo vocês não têm ideia. As notícias correrem para fora do vestiário não se deve. Mas no gosto de mocinha, não tem que ter mocinha.


Junto com Abelão, foi apresentada a nova composição do departamento de futebol. Marcelo Medeiros, antes diretor, agora é o vice da pasta. Ele terá como diretores Roberto Melo, que era assessor, e Eduardo Lacher. Newton Drummond, o Chumbinho, segue como diretor executivo. A comissão técnica do treinador ainda terá o auxiliar técnico Leomir de Souza, pelos preparadores físicos Cristiano Nunes e Marcelo Chirol, pelo preparador de goleiros Marquinhos, e o observador Fábio Moreno.


Abel foi campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes, em 2006. Deixou o clube em abril de 2007, após eliminações precoces no torneio continental e no Campeonato Gaúcho. Treinou o clube entre 1988 e 1989, depois em 1993 e 1995 e o já referido período de 2006 a 2007, quando teve maior destaque. Ainda voltaria ao Inter apenas quatro meses após ter sido demitido, na vaga de Alexandre Gallo. Venceu o Gauchão de 2008 e deu lugar a Tite.

Fonte: G1

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