Publicidades

07/01/2016 | 05:56 | Praia Notícias | Saúde

28 cidades de SC deverão ter sala de situação contra mosquito até sexta (8)

Objetivo é eliminar criadouros do Aedes aegypti em municípios infestados

Foi feita videoconferência com representantes dos 28 municípios (Foto: Núcleo de Comunicação da Dive/Divulgação)


Os 28 municípios de Santa Catarina considerados infestados pelo Aedes aegypti terão uma sala de situação cada um com meta de eliminação do mosquito. Na tarde desta quarta-feira (6), a Secretaria de Estado da Saúde e a Defesa Civil de Santa Catarina fizeram uma videoconferência com representantes das cidades.


"Desde segunda, vínhamos conversando com as gerências de saúde para apresentar o nosso plano", explicou o coordenador do programa de controle da dengue da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), João Fuck. Além da dengue, o inseto transmite a febre chikungunya e o zika vírus.


Em 16 de dezembro do ano passado, a Secretaria de Estado da Saúde abriu a sala de situação estadual e já era intenção fazer o mesmo nos municípios. Eles devem fazer a abertura das próprias salas até sexta (8).


São considerados infestados pelo mosquito Anchieta, Balneário Camboriú, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Guatambu, Itajaí, Itapema, Joinville, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, São Bernardino, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Serra Alta, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim.


A sala de situação estadual fica na sede da Dive em Florianópolis.


Funcionamento


Segundo o coordenador, a sala de situação "não demanda grande estrutura". Elas devem poder abrigar os profissionais para que eles discutam os planos de ação, em acordo com o modelo estadual.


A ideia é que as salas funcionem, assim como a do estado, diariamente e com a mesma composição da catarinense, com representantes das Vigilâncias em Saúde, Atenção Básica, Gerências Regionais de Saúde, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Secretaria de Educação e Secretaria de Obras e Infraestrutura.


"A ação do estado é com orientações gerais, principalmente em janeiro e fevereiro", disse o coordenador. Os municípios devem adaptar as atividades de acordo com a realidade local, mas devem seguir as orientações estaduais. Relatórios diários da ações são enviados à sala de situação nacional.


Primeiras operações


Nestes primeiros meses de 2016, os municípios devem fazer visitas a imóveis de áreas infestadas. O primeiro ciclo começa na segunda (11) e vai durar 30 dias. Logo em seguida começa o segundo, que vai até março.


Haverá repetições bimestrais entre a segunda quinzena de março e junho de 2016. Os imóveis que estiverem fechados deverão ser revisitados.


“É preciso que as equipes façam o máximo esforço para visitarem todos os imóveis. Uma só casa pode estar gerando foco em toda a localidade”, alertou a gerente de Zoonoses da Dive, Suzana Zeccer.


Último boletim


Conforme boletim divulgado nesta quarta-feira (16), desde 1º de janeiro foram identificados 6.851 focos do Aedes aegypti, em 114 municípios. Nesse mesmo período foram confirmados 3.596 casos de dengue em Santa Catarina. Outros 984 casos suspeitos estão em investigação.


Do total de casos confirmados, 3.273, ou 91%, tiveram transmissão dentro do estado e 263 (7%) são "importados", com transmissão fora do Estado. Há ainda 60 (2%) cijo local de transmissão ainda é investigado.


Até o dia 15 de dezembro, foram notificados 78 casos de febre chikungunya, dos quais três foram confirmados. Dois trouxeram a doença da Bahia e um caso foi autóctone, no município de Itajaí.


Em relaçã ao zika vírus, desde 20 de outubro, quando a vigilância foi implantada, até 15 de dezembro, foram notificados 51 casos suspeitos da doença em Santa Catarina. Destes, 8 foram confirmados - todos importados.

Fonte: G1

Mais notícias desta categoria

Publicidades


Mario Junior designer